terça-feira, 31 de março de 2009

CAPÍTULO VIII - A DERRADEIRA DECISÃO

Depois de ler a carta do noivo Maria José fica indecisa não sabe que dizer. Pensa no bebé, na madrasta que tem sido como uma mãe para ela, pensa nos pequenos, pensa em Isabella que foi sempre sua amiga, mesmo antes de saber que eram irmãs. Que longe, isso já ia. Pensa na madrinha: "Oh! Se a minha madrinha fosse viva nunca eu teria sofrido tanto com o meu pai. Nem o teria conhecido e, não lhe devia obediência. Perante este pensamento decidiu-se: vou escrever ao Joaquim."
"Joaquim, ao ler a tua carta pensei muito... mas pensei também no nosso futuro. E então decidi ir para junto de ti. Só tenho pena que o meu vestido de noiva não seja branco. Mas pouco importa, só quero ser feliz. E só junto de ti o serei. Ainda hoje falarei com a tua mãe. E tratarei de tudo. Espero que à hora marcada estejas há minha espera como mandas dizer na tua carta. Adeus meu amor! Até na próxima quinta-feira".
Maria José
Depois de terminar a carta Maria José arranja-se para sair. Quando já está pronta vai ao quarto da madrasta buscar uma caixa de loiça de porcelana que esta, lhe tinha oferecido no dia do seu último aniversário.
__ Maria José vais mudar a loiça para outro lugar? Vê lá se a partes!
__ Não minha mãe, não a parto. Terei cuidado __ respondeu Maria José muito nervosa, o que não passou despercebido à madrasta. Mas esta doente como estava levou o nervosismo da enteada como coisa natural.
__ Olha! _ Exclama a madrasta em voz sumida. __ Maria José tem cuidado contigo e não te demores...
__ Está bem, minha mãe. Está bem __ respondeu Maria José enquanto saía de casa.

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Tenho bom coração, bom carácter, gosto da humanidade em geral, gosto de crianças... diversão: gosto de ler, de escrever, conviver, gostava de ter amigos verdadeiros, como divorciada não gostava de envelhecer sozinha, estou em casa sempre que não trabalho... e gostava de ser mais feliz... encontrar alguém para amar e fugirmos à monotonia.