quinta-feira, 2 de abril de 2009

* * *

Maria José conheceu a sua irmã Teresa e o seu irmão João, mas a madrasta disse-lhe que ela tinha ainda outra irmã que, não estava em casa. À hora do jantar quando todos estavam à mesa Maria José perguntou:
__ Mãe e a minha irmã não vem jantar?
__ Não __ respondeu a madrasta. __ A tua irmã não vive aqui em casa, mas amanhã vamos as duas à Quinta das Rosas para a conheceres, e vais conhecer também a minha mãe que deves tratar por avó.
No dia seguinte Maria José levantou-se cedo. Vestiu o seu melhor vestido. Penteou o seu longo cabelo cor de ouro. Depois de pronta sentou-se na cama à espera que a mãe lhe fosse dar o laço no cabelo.
__ Bom dia Maria José __ cumprimenta a mãe.
__ Bom dia mãe! Eu estou à vossa espera para dar um laço no meu cabelo.
__ Sim. Então levanta-te para eu atar o teu cabelo e dar o laço na fita. Está lindo...
__ Mãe eu fico assim bonita para ir ver a minha irmã?
__ Sim. Tu estás linda, mas anda comer para chegarmos cedo à Quinta das Rosas.
Durante o percurso mãe e filha não trocaram uma palavra. Ambas pareciam estar desejosas por chegar ao destino. Já na quinta Maria José pergunta:
__ Mãe, como é a minha irmã?
A pergunta ficou sem resposta. O cão ao sentir as recém-chegadas corre aos latidos e aparece logo a Senhora D. Isabel. Depois das apresentações a senhora D. Judite acrescenta:
__ Mãe a Maria José quer conhecer a irmã, ela está em casa?
__ Não. Não está. Ela foi à venda do Senhor Monteiro fazer um recado, mas entrem que ela não demora. Enquanto esperam a Senhora D. Judite e a mãe, a senhora D. Isabel falam dos mais diversos assuntos. Maria José olhava-as impaciente pela demora da irmã.
Ao latido do cão Maria José estremece. Ela sente vontade de se levantar, mas tudo é tão forte e confuso que não consegue. A recém-chegada entra e...
__ Maria José és tu? Que fazes aqui em minha casa?
__ Eu... eu vim visitar-te __ respondeu Maria José a custo ao mesmo tempo que olha a madrasta. Esta sem saber o que se passa fica confusa e pergunta:
__ Isabella já conhecias a Maria José?
__ Sim minha mãe. A Maria José era minha companheira de carteira na escola e a minha melhor amiga.
Abraçam-se.
A Senhora D. Judite e a Senhora D. Isabel ficam olhando as pequenas e naquela confusão não sabem que dizer.
As duas grandes amigas estavam finalmente juntas. Como é grande o destino, que ao contrário da vida é eterno, mas todavia mau e bom como esta.
__ Avozinha posso mostrar as minhas bonecas à minha amiga?
__ Podes sim querida __ respondeu ternamente a avó.
As pequenas afastam-se para o alpendre da casa. As duas mulheres ficam olhando aquelas duas irmãs, que sendo filhas do mesmo pai tinham rostos tão diferentes, mas eram tão iguais o seu carácter.
As duas irmãs sentadas no alpendre brincavam com as bonecas e estavam tão felizes que não mais lembraram o motivo daquele encontro. Quando a avó as chamou ficaram ambas em sobressalto. Entre olharam-se e logo surgiu a pergunta:
__ Maria José como foi que encontraste a minha casa? Perguntaste a alguém conhecido?
__ Não __ respondeu Maria José.
__ Então conta cá, como foi...
Maria José olhava a sua grande amiga e queria contar-lhe como tudo aconteceu, mas nem tinha coragem. Para ela tudo aquilo lhe parecia um pesadelo e uma grande coincidência. A avó voltou a chamar e ambas correram ao chamamento da Senhora D. Isabel que as esperava.
__ Minhas queridas hoje vão passar o dia juntas para poderem brincar com as bonecas e outras brincadeiras ao vosso gosto. Agora vamos almoçar.
Isabella ficou muito contente, mas continuava a não compreender. Depois de se sentarem à mesa, pergunta:
__ Avozinha, a Maria José veio sozinha. Como vai a madrinha dela saber que fica cá?
A mulher perante a interrogação da neta compreende que ela ainda não sabe que a Maria José é sua irmã. A Senhora D. Isabel enche-se de coragem para lhe dar a noticia.
__ Isabella a madrinha de Maria José morreu e ela vai ficar connosco, isto é, em casa dos teus pais e sabes porquê? Porque a Maria José é tua irmã.
A criança ao ouvir aquela confissão fica pasmada. Olha a avó ao mesmo tempo olha a amiga e pergunta:
__ É verdade? É verdade avozinha? Maria José é verdade? Tu sabias?
A irmã a muito custo responde:
__Sim. Sabia...
Abraçaram-se. Os seus olhos tinham lágrimas. Lágrimas que não eram agora de tristeza, mas sim de reencontro que jamais tinham julgado possível.

1 comentário:

ISA disse...

Não sei se os meus amigos conhecem este trabalho que fiz para vc?
Aqui deixo mais uma vez a possibilidade de consulta.
jinhos para todos...

Acerca de mim

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Tenho bom coração, bom carácter, gosto da humanidade em geral, gosto de crianças... diversão: gosto de ler, de escrever, conviver, gostava de ter amigos verdadeiros, como divorciada não gostava de envelhecer sozinha, estou em casa sempre que não trabalho... e gostava de ser mais feliz... encontrar alguém para amar e fugirmos à monotonia.