quarta-feira, 1 de abril de 2009

* * *

Numa linda e fresca manhã de domingo Maria José saiu da cama ainda o sol não havia beijado o verdejante relvado que o orvalho da noite prateara. Espontaneamente nasce no seu coração o desejo de ir ao encontro da Natureza e logo exclama de si para si: "Oh mãezinha! Como é linda a manhã cheia de orvalho! Como é lindo o nascer e o pôr-do-sol! Como é linda e Grande a Natureza. Como é linda a vida!
O pai interrompe-a nos seus pensamentos:
__ Em que pensas Maria José __ pergunta o pai, a meia voz, ao mesmo tempo que lhe diz. __ Preciso que vás à mercearia do Senhor Monteiro fazer um recado.
Maria José diz ao pai que vai tratar do banho do bebé e seguidamente vai fazer o recado. A este não agrada muito a ideia, mas concorda. Maria José depois de dar banho ao irmão veste o seu melhor vestido de domingo, penteia o seu cabelo loiro e sai de casa para fazer o recado ao pai. Pelo caminho saiu-lhe à frente um rapaz alto, moreno que ela logo reconheceu. Este logo lhe tira conversa.
__ Olá Maria José! Estás hoje muito bonita. Então, onde vais?
Maria José interrompe-o dizendo:
__ Hoje está um lindo dia. Não acha?
__ Sim está. E onde vais? Posso acompanhar-te __ pergunta o rapaz um pouco trémulo.
Maria José não responde e de olhos no chão caminha apressadamente. Joaquim Elias que fica para trás olha-a com descontentamento, mas logo adianta o passo e pega numa das mãos da jovem e diz:
__ Maria José porque caminhas tão apressadamente e não respondeste à minha pergunta?
O rapaz fez uma pausa e mesmo sem querer aperta os dedos da jovem entre os seus. Os olhos de ambos cruzam-se, os seus corações batem em uníssono: é um amor que nasce. Ambos ficam calados e os seus lábios trémulos imprimem um longo beijo. Quando se separam Maria José parece um passarinho assustado.
__ Joaquim alguém pode ver-nos. Oh! Se meu pai souber...
__ Não tenhas medo. Quem nos pode ver? Aqui não há ninguém. E de mais eu falarei com o teu pai.
__ Oh não, Joaquim!
__ Porque não? Não nos amamos nós por acaso?
__ Sim, mas...
__ Oh minha querida __ exclama o rapaz apertando-a contra si. __ Então sempre é verdade que é correspondido o grande amor que tenho por ti?
A rapariga trémula e envergonhada da sua confissão baixa a cabeça e cai nos braços do seu amado que a aperta com ternura. Depois de um segundo beijo separam-se com a promessa de um reencontro.

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Acerca de mim

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Tenho bom coração, bom carácter, gosto da humanidade em geral, gosto de crianças... diversão: gosto de ler, de escrever, conviver, gostava de ter amigos verdadeiros, como divorciada não gostava de envelhecer sozinha, estou em casa sempre que não trabalho... e gostava de ser mais feliz... encontrar alguém para amar e fugirmos à monotonia.