terça-feira, 27 de janeiro de 2009

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D. Emília chega da cidade e ao passar pela janala de D. Beatriz, Paula a cumprimenta: _ Boa tarde D. Emília, como está?
_ Eu estou boa. E tu como estás?
_ Muito bem. Obrigada!
_ Adeus... até logo.
A mulher preparava-se para andar, mas a intrigista acrescenta: _ D. Emília, o seu filho parece que está doente.
_ Doente o meu filho! Porque dizes isso?
_ Porque ele há pouco subiu à quinta de Isabella com um embrulho e logo depois desceu para casa e parecia abatido.
_ Um embrulho?
_ Sim.
_ Eu vou já saber.
Ao chegar a casa a mulher vai ao quarto do filho. Ao ver este pergunta-lhe: _ Que tens?
_ Nada. _ responde o rapaz e continua a escrever.
_ Para quem era o embrulho?
_ Qual embrulho mãe?
_ Não te faças de desentendido. Eu sei para quem o levaste.
_ Então se sabe porque pergunta?
_ Para ouvir da tua boca.
_ Pois sim, levei-o para Isabella. E então... tem alguma coisa a dizer?
_ Não. Tenho a perguntar.
_ Então pergunte...
_ Eu não sabias que falavas para ela.
_ Não? Então agora fica a saber... não só falo para ela, como gosto dela.
_ Tu?
_ Sim! A minha mãe não me acha digno?
_ E ela?
_ A minha mãe está a perguntar se ela gosta de mim?
_ Sim... se ela gosta de ti?
_ Não sei!
_ O que continha o embrulho?
O rapaz já zangado de tanta pergunta, Gritou: _ Nada. O embrulho não continha nada. Deixe-me só!

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Acerca de mim

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Tenho bom coração, bom carácter, gosto da humanidade em geral, gosto de crianças... diversão: gosto de ler, de escrever, conviver, gostava de ter amigos verdadeiros, como divorciada não gostava de envelhecer sozinha, estou em casa sempre que não trabalho... e gostava de ser mais feliz... encontrar alguém para amar e fugirmos à monotonia.